Nyusi reitera a importãncia da paz e unidade nacional

Maputo, 25 Jun (AIM) - O Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, reiterou hoje a necessidade de se envidar esforços para a consolidação de uma paz efectiva e unidade nacional no país, pois estes são elementos imprescindíveis para o desenvolvimento do país.

O Presidente falava hoje durante as festividades do 40º aniversário da independência nacional, que tiveram lugar no Estádio da Machava, arredores da cidade de Maputo.

Foi precisamente no mesmo local, há 40 anos, onde o primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel, proclamou a independência nacional.

“Apelamos a Consolidação da Unidade Nacional, da Paz e Soberania”, disse o estadista moçambicano, para de seguida acrescentar “exortamos a todos moçambicanos, o ‘meu patrão’, no campo e na cidade, no país ou na diáspora e sem ter em conta a sua filiação partidária, origem étnica, crença religiosa, cor, género ou idade a comemorarem este evento como a grande festa de todos”.

PR Filipe Jacinto Nyusi

PR Filipe Jacinto Nyusi

Segundo Nyusi, o governo moçambicano vai continuar a trabalhar no sentido de criar riquezas para os moçambicanos, gerando um desenvolvimento equilibrado e inclusivo, num ambiente de paz, estabilidade e segurança.

Aproveitou a ocasião para manifestar a sua estima com os professores e profissionais da saúde.

Aliás, disse Nyusi, é no desenvolvimento humano onde está o segredo da evolução de Moçambique como um Estado e um país.

Por isso, disse “quero em representação de todo o povo moçambicano, saudar calorosamente a todos os professores e funcionários da educação”.

No caso da saúde, explica que o quadro era mais dramático em 1975, pois havia pouco mais de 500 unidades sanitárias.

“Com a criação do Serviço Nacional da Saúde, passados 40 anos este número triplicou”, disse.

Referiu que uma das grandes conquistas da independência nacional foi a diminuição da mortalidade infantil.

A esperança média de vida que era de 41 anos, em 1975, passou para 52 anos, em 2015.

Como forma de manifestar o seu apreço o estadista moçambicano fez uma menção especial, afirmando “a todos socorristas, enfermeiros e médicos de todo território nacional, as nossas felicitações”.

Contudo, adverte que ainda existem muitos desafios que o povo moçambicano deve enfrentar para desenvolver, cada vez mais, o país, que actualmente possui cerca de 25 milhões de habitantes.

“Estamos cientes dos desafios que temos pela frente. Mas estamos ainda mais confiantes na nossa capacidade de vencer os obstáculos futuro”.

Para o Presidente, a celebração da independência é uma prova inquestionável de que os moçambicanos estão unidos pelas suas diferenças.

“A nossa pátria, a nossa grande casa, está em festa. Todos nós, moçambicanos, nos juntamos hoje numa celebração que não tem credo, não tem raça, não tem etnia, nem filiação partidária”, afirmou o Chefe do Estado.

“Não existe futuro para uma nação sobre a qual pese a ameaça da guerra e da violência” acrescentou, explicando que ainda existe um longo caminho por percorrer nas esferas social, cultural e económica.

Na ocasião, o mais alto magistrado da nação recordou, ainda, Eduardo Mondlane, primeiro presidente da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) e Samora Machel, Primeiro presidente de Moçambique independente, personalidades marcantes na luta de libertação.

“Falámos já de Eduardo Mondlane, obreiro e arquitecto da unidade nacional. É imprescindível que recordemos Samora Machel, o Presidente que proclamou a independência nacional neste estádio há 40 anos”, disse Nyusi, para logo acrescentar que “devemos homenagear, também, Joaquim Chissano, o estadista que soube combinar os interesses da paz com os da democracia. E é, igualmente, justo lembrar Armando Guebuza, o Presidente que conciliou a democracia e o desenvolvimento”.
(AIM)
AHM/sg