Luta de Libertação

Zonas Libertadas

À medida que a luta de libertação nacional avançava, o regime colonial abandonava as regiões, concentrando a sua administração nas zonas urbanas. Era necessário criar uma administração nessas zonas para garantir a gestão dos territórios conquistados ao inimigo, fornecer serviços de saúde, educação, agricultura para alimentação dos combatentes e a população, bem como para comercialização. Com os lucros da comercialização dos excendentes agrícolas, a FRELIMO obtinha dinheiro para financiamento da luta, educação, saúde, assistência às crianças órfãs e filhos dos combatentes que se encontravam nas frentes de combate.

Segundo Pelembe (2012:93) O estabelecimento das estruturas político-administrativas nas zonas controladas pela FRELIMO marcou o fim do controlo administrativo do inimigo. Estas zonas passaram a designar-se por zonas libertadas, que, à medida que o tempo passava, se iam consolidando.

As primeiras Zonas Libertadas surgiram em Cabo Delgado e Niassa e, mais tarde nas províncias de Manica e Sofala. A administração das Zonas Libertadas estava a cargo do Departamento de Organização do Interior que foi dirigido por Mariano Matsinhe, Feliciano Gundana e Armando Guebuza, entre outros quadros da FRELIMO.