Movimentos

Apoios para a FRELIMO

A Luta de Libertação Nacional foi apoiada por muita organizações não governamentais. No final da década de 1950, a União Soviética e a República Popular da China adoptaram uma estratégia de luta contra os poderes dos países imperialistas do Ocidente através do apoio directo aos movimentos de libertação. Mas foi a Argélia, país que acabava de derrubar o colonialismo francês e liderada por Ben Bela, que se predispôs a treinar os primeiros guerrilheiros da FRELIMO.

Contudo, a Tanzania foi a base segura dos movimentos de libertação da África Austral, incluindo a Frente de Libertação de Moçambique. Foram esses apoios que permitiram a FRELIMO dar golpes incisivos ao regime colonial.

Antes do início da luta, Eduardo Mondlane já tinha feito um depoimento, a 23 de Novembro de 1962, perante o Comité especial da ONU para os territórios sob administração colonial portuguesa sobre os horrores porque o povo moçambicano estava a passar.

No dia 12 de Dezembro de 1962 foi aprovada pela ONU uma moção, recomendando um programa especial de assistência técnica para educação e treino de dirigentes nacionalistas dos territórios sob administração portuguesa.

Também os países nórdicos, nomeadamente a Suécia, apoiaram a causa da FRELIMO ao nível político e financeiro, durante todo o processo de combate libertador.
Os países escandinavos tiveram uma política activa contra o Apartheid e a favor das lutas de libertação em África desde os anos 50 e foram muito mais generosas nas suas contribuições do que os outros países ocidentais.

Em Outubro de 1969, no acto da sua tomada de posse como Primeiro-Ministro sueco, Olof Palme, declarou que o seu Partido Social-Democrata e o Parlamento apoiavam unanimemente os partidos emancipalistas das colónias portuguesas da Guiné e de Moçambique, o PAIGC e a FRELIMO. Como reacção, as autoridades portuguesas e as câmaras municipais de Lourenço Marques, Luanda e Lisboa boicotaram os produtos suecos.