Movimentos

Assassinato de Eduardo Mondlane

No dia 3 de Fevereiro de 1969, Eduardo Mondlane é assassinado. Para desestabilizar a FRELIMO e criar uma implosão da Frente, a PIDE, polícia secreta portuguesa, assassinou Eduardo Mondlane enviando-lhe uma bomba disfarçada em livro, equipada com um sistema de detonação que foi accionado na abertura da obra. 

Em suma, a motivação principal que levou à morte trágica do Presidente Eduardo Mondlane é a ambição pelo poder, aliada à luta geracional entre os militantes mais jovens da FRELIMO e a geração mais velha, parte dela integrando moçambicanos que tinham abandonado Moçambique e vivido muitos anos fora como trabalhadores emigrantes
O governo português e, em particular, a Aginter Press ou PIDE, estiveram envolvidos e foram apoiadas pela rede portuguesa de stay-behind Gladio (conhecida por Aginter Press).
Os serviços secretos italianos (SDI), atribuem o crime (assassinato de Eduardo Mondlane) a uma rede que inclui a PIDE, a Aginterpress, o engenheiro Jardim, Uria Simango, mas referem tabém Casimiro Monteiro como autor material.

No entanto, após a morte de Eduardo Mondlane foram identificados outros suspeitos dentro da própria FRELIMO, entre os quais Urias Simango. Este, que ocupava o cargo de Vice-Presidente da FRELIMO à altura dos factos, foi quem sucedeu Eduardo Mondlane, numa direcção de triunvirato de que faziam parte Samora Machel e Marcelino dos Santos.

Contudo, havendo indícios cada vez mais fortes do seu envolvimento no assassinato do Presidente e noutras acções de subversão interna, acabou por ser expulso da organização, passando Samora Machel a ocupar o cargo  de Presidente da FRELIMO, em 1970.