Resistência

Caracterização de Mueda

Nos anos 60, a vila de Mueda era muito pouco povoada. Existiam na vila cerca de três estabelecimentos comerciais na sua maioria de indianos, tais como Nerú, Daúdi, Casa China e cerca de quatro aldeias na periferia de Mueda, nomeadamente, Nanyole, Napyehi, Loumwene e Mashalelo. 

A vila tinha quatro pontos de acesso. Uma saída a Oeste para Montepuez via baixa, a segunda sida a Norte para Negomano, a terceira via de acesso para o Sul em direcção a Muidumbi e finalmente, a quarto ponto de acesso era a estrada que liga Mueda a Mocímboa da Praia, a Leste.

As batalhas mais renhidas que o exército colonial enfrentou durante as tentativas de ocupação do Planalto dos Makondes foram as comandadas por Malapende e Namashakole.
Com a intensificação da exploração colonial em todo o território nacional, os colonos introduzem medidas cada vez mais duras e desumanas visando reprimir os moçambicanos.

Houve muitas tentativas fracassadas de negociar com o governo colonial português. A circunscrição de Mueda, segundo a organização colonial da época, no período de 1958 a 1960, estava sob a responsabilidade do administrador Joaquim Alves Delgado. Tinha fama de ser carrasco e cruel, como todos os administradores da máquina colonial. 

Muito antes de Junho de 1960, tinham chegado a Mueda grupos sucessivos de nacionalistas para negociar a independência – Uhuru - com o governo colonial.

Referências

Matusse, R.., (2015). Captura do Quartel de Omar. (Maputo: ARPAC).

Moiane, J., (2009). Memórias de um Guerrilheiro. (Maputo: King Ngungunhane Institute).

Pachinuapa, R., Liphola, M., & Tiago, P. (Eds.). (2015). Moçambique: 40 Anos de Independência e Soberania. (Maputo:Nachingwea Editores).

Pachinuapa, R. (2011). Memória das Revolução 1962 -1974. (Maputo:Nachingwea Editores).